terça-feira, julho 25, 2006
Saudade do futuro
terça-feira, julho 11, 2006
Explosão... ou implosão.
quinta-feira, julho 06, 2006
Quando
Quando o cansaço das coisas pesa como se carregasses o mundo, Quando os músculos da cara endurecem de tensão, Quando o lábio treme e as lágrimas se desenrolam em cascata, Quando a tua voz se cala de solidão, Quando o teu corpo dói e a tua alma chocalha lá dentro, Quando as nuvens cinzentas não deixam a janela da tua vida, Quando perdeste o teu sentido e o teu centro, Quando procuras o que não sabes incessantemente e sem fé... Lembra-te que a bússola que te habita Acabará por desvelar o teu Norte E que o mapa que os outros são de ti É o melhor companheiro de viagem.
segunda-feira, julho 03, 2006
Pensamento do dia
sábado, julho 01, 2006
Que pena o político ter virado peixe II...
Quis deixar o meu contributo no blog para festejar o ano de vida... mas não me sai absolutamente nada de jeito. Assim, num gesto simbólico, publico o primeiro texto que aqui se postou. Escrevi este poema há um ano... ou será que foi há dois?! Não sei. Mas como acaba por ser intemporal, cá vai. Desculpem as pessoas que já estão fartas dele! :) (até eu já estou farta dele... e deles! :) )
quinta-feira, junho 29, 2006
Aniversário
quarta-feira, junho 28, 2006
Divagações à roda
quinta-feira, junho 22, 2006
terça-feira, junho 20, 2006
Puro plágio...
Encontrei este post noutro blog. Achei interessante postá-lo para saber o que acham:
"Olympia sabe que uma mulher tem uma aparência muito diferente quando é feliz, quando a sua beleza emana de uma sensação de bem-estar ou de se saber profundamente amada. Até uma mulher feia atrai os olhares, se for feliz, ao passo qua a mulher mais elaboradamente penteada e coberta de jóias, parecerá apenas decorativa se não transpirar contentamento."
Anita Shreve in A Praia do Destino
Concordam?
domingo, junho 18, 2006
Perspectivas
E de todas as coisas o que fica,
E de todas as coisas o que parte,
Se nem tudo na vida glorifica
E viver nem sempre é uma arte?
De um banquete só restos de comida,
De uma festa pedaços de pessoas;
E de todas aquelas outras coisas
Já só ficam lembranças menos boas...
O olhar é que escolhe a sua cor
(Mas nem tudo na vida é uma escolha)
E fácil é fecharmo-nos na dor.
Difícil é, sei lá, ver amarelo!
Virar finalmente aquela folha
E abrir as portas do nosso castelo...
quarta-feira, junho 14, 2006
Fotoblogs... Verdadeiramente assustador!
Não, não estou a hiperbolizar. É mesmo verdadeiramente assustador. O quê? Eu explico. Hoje, durante uma das minhas muitas (demasiadas) pausas do estudo de Direito Constitucional, resolvi ir visitar uns fotoblogs de umas colegas. Quando vamos ao fotoblog podemos ter acesso aos fotoblogs favoritos da pessoa que estamos a visitar. Como (supostamente) tinha tempo e queria estupidificar mais um bocadinho resolvi ir espreitando blogs. E foi aí que me assustei. Deparei-me com fotoblogs que me deixaram chocada e alarmada. Não estou a falar de pornografia (desenganem-se mentes perversas :) porque felizmente o sistema dos fotoblogs lá vai tentando proibi-la, pelo que ouço dizer. Estou a falar de uma exploração da imagem e do corpo abusiva e deprimente que se faz nos blogs. Estou a falar de dezenas de fotos, publicadas num sítio a que toda a gente que queira pode aceder, de pessoas que devem ter a minha idade ou ser mais novas do que eu (eu, com os meus 18 anos...), que expoem fotos de uma falta de pudor inacreditável. Em poses no mínimo chocantes. Com expressões faciais e corporais excessivamente provocantes! Mas que raio de mundo humano estamos nós a criar? Que raio de mundo humano SOMOS nós? Que gigante complexo-de-qualquer-coisa leva alguém a aceitar comentários tão ordinários sobre si próprio, sobre a sua imagem? Em que é que isso nos eleva a alma ou o ego? Somos cada vez mais espremidos em padrões de sensualidade, de beleza, já esteriotipados... e deixamo-nos ir? Apagamos de vez o pudor? Pudor? que palavra é essa? Não conheço... !
Deixa-me ainda mais triste constatar que ainda por cima este tipo de fotoblog é maioritariamente de mulheres. Mulheres que se sentem indignadas com o papel diminuto que ainda têm na vida pública porque ainda se sente muito a áurea à volta da figura masculina, mas que depois se colocam a elas próprias num papel que desilude, num mero objecto a ser apreciado pelo homem. Não digo que a sensualidade não seja importante. É muito importante! Qual de nós não gosta de se sentir atraente? Mas há maneiras e maneiras de se chamar a atenção so outro sexo. E os modos de o fazer com que hoje me deparei (que já conhecia, claro. Não sou assim tão ingénua!:)Mas nunca me tinha confrontado com isso) não nos acrescentam nada... apenas nos diminuem e nos reduzem a uma metade de nós - ao corpo - escondendo ou ignorante a outra - a alma (a meu ver, muito mais interessante). Hoje entristeci-me com a realidade.
(Atenção! Não quero generalizar... conheço fotoblogs muito bons. Posso também ter soado a muito radical ou extremista... mas ainda tenho as imagens a ferver-me na cabeça... e a desilusão também)
terça-feira, junho 13, 2006
Caminhos, caminhantes e caminhadas
Para ti. Tu sabes :)
Há olhares...... que fazem cócegas
... que nos inibem
... que inspiram confiança
... que ralham
... que se encontram e nada dizem
... vazios
... que cantam
... que dizem muito
... que dizem mais do que é suposto :)
... explosivos
... que transbordam
... que perturbam
... que exigem
... que se encontram e se demoram (que tal para sempre?...)
(Podia dizer muito mais mas é o suficiente. Escrevi isto porque os olhares são o meu meio de comunicação preferido. Dizem mesmo muito - até demasiado! E, claro, porque o teu olhar tem um je ne sais quoi de mágico. Que me perturba... ou melhor... que se demora e me faz cócegas. É pra ti. Tu sabes. :)








