sexta-feira, abril 25, 2008
apontamento do dia
quinta-feira, abril 24, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
quinta-feira, abril 17, 2008
quarta-feira, abril 16, 2008
Dia Mundial da Voz
O que prejudica a voz:
- Tabaco
- Álcool
- Cafeína (não a banda!:))
- Refluxo gastro-esofárgico
- Poluição
- Stresse
- Bebidas quentes e geladas
- Mau uso e abuso vocal (pigarrear, falar muito, falar demasiado alto, falar monocordicamente,...)
Cuidados a ter com a voz:
- Hidratação: beber água à temperatura natural (2l/dia);
- Fazer gargarejos com uma solução salina em água tépida;
- Lavar as fossas nasais com soluções aquosas (como o soro fisiológico) ou vaporizações diárias;
- Reduzir a ingestão de bebidas como o álcool, café, bebidas com cafeína, chá preto e bebidas gaseificadas e o consumo de pastilhas à base de menta, que podem provocar desidratação;
- Não fumar, evitar frequentar ambientes com fumo;
- Evitar ambientes com ar condicionado;
- Fazer repouso vocal, após o uso prolongado de voz ou uso vocal de intensidade muito forte;
- Evitar usar a voz (em duração e intensidade) sempre que esteja “constipado”, ou em crises de alergias;
- Reduzir o consumo de condimentos na alimentação (como o piripiri) que provocam azia e má digestão;
- Mantenha um estilo de vida saudável (faça desporto, tenha uma alimentação equilibrada, durma no mínimo 8h).
sábado, abril 05, 2008
eheheh!
sexta-feira, março 28, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
soubeste-me a pouco
domingo, março 02, 2008
Já é tempo de explicar aos nossos fieis leitores deste blog tão intermitente mas sempre de alta cólidade que raio quis eu dizer com o meu último post. Pois é... pois é...
Há quem diga que me deu uma coisinha má, há quem diga que fui corajosa, há quem me dê os parabéns, há quem me peça para repensar, há quem ache que sou impulsiva, há quem ache que só há esta hipótese, há quem ache que é um passo de jovem loucura, há quem ache que é um passo de adulta ponderação... a verdade é que não sei. Ou melhor, sei perfeitamente. A minha vida não passa pelos códigos mas pelas pautas.Não passa pelas capas negras mas pelas notas negras. Não passa pela barra do tribunal mas pelo palco. Não passa pelas togas mas pelos figurinos cheios de pompa e lantejoulas. Não passa por audiências mas por públicos. Há coisas em comum! Passo por júris na mesma! Por concursos. Tenho de estudar calhamaços na mesma (já estou viciada). E épocas de exame. Vou é ter o triplo de "orais" ;)!
Se ainda não consegui dizer o que queria dizer, cá vai. Simples e duro. Larguei direito e vou seguir o meu sonho. Vou ser cantora lírica. E vou dar o meu melhor. Sei que tenho muito para trabalhar, para melhorar, para aprender, para desinchar, para testar, para penar, para chorar,.. mas estou feliz. Genuinamente feliz.
E isso é o que importa.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
O mais importante é cair com estilo
A versão áudio do texto. Para vocês não terem problemas de vista.
E para não ser sempre a mesma coisa.
domingo, fevereiro 10, 2008
Lugares-pessoas (ou cartas de amor)
Há pedaços de vida que não têm tempo – só lugares e pessoas com quem fomos extremamente felizes. Esses recortes de felicidade ficam para sempre marcados a ferro num qualquer recanto do nosso ser. De vez em quando lembramo-nos de como foi ser assim tão feliz, estar assim tão bem, tão serena e tão completa, e sentimos saudade desse retalho de vida que não tem tempo – só lugares e pessoas. Ouvimos o que nos diz a sensibilidade e viajamos de volta a essa felicidade desencontrada e desenquadrada, sorrimos com a alma pela sorte que tivemos em viver esses lugares-pessoas felizes. E quando nos perguntam, dizemos sempre que sim, que ainda nos lembramos de como foi amar assim tão loucamente.
("As cartas de amor escrevem-se sempre à noite e deixam-se de molho, num bom caudal de lágrimas, até à manhã seguinte. Depois relêem-se e, infelizmente, rasgam-se. Esqueça-se de as reler e guarde o privilégio da dor maior para depois. Se um dia alguém lhe perguntar, faça de conta que já nem se lembra da loucura que foi amar assim. Diga sempre que sim."
Inês Pedrosa)
"Desimportantizar"
“Que quis eu da poesia? Que quis ela de mim? Não sei bem. Mas há uma palavra francesa com a qual posso perfeitamente exprimir o rompante mais presente em tudo o que escrevo: dégonfler. Em português, traduzi-la-ia por desimportantizar, ou em certos momentos, por aliviar, aliviar os outros, e a mim primeiro, da importância que julgamos ter. Só aliviados podemos tirar o ombro da ombreira e partir fraternalmente, ombro a ombro, para melhores dias, que o mesmo é dizer, para dias mais verdadeiros. É pouco como projecto? Em todo o caso, é o meu. O que vou deixando escrito, ora me desgosta, enjoa até, ora me encanta. Acontece certamente o mesmo aos outros poetas, tenham estatuto ou não. Mas comigo, talvez essa oscilação se dê com mais frequência. É que a invenção atroz a que se chama o dia-a-dia, este nosso dia-a-dia, espreita de perto tudo o que faço. É o preço que tenho pago para o esconjurar, pelo menos nas suas formas mais gordas e flácidas.”
Alexandre O'Neill
sábado, fevereiro 09, 2008
Obstinadamente
Sabe bem gozar com a vida, recusar-lhe a vitória demolidora sobre nós, quando as coisas não correm como planeado (quase sempre) e a vida parece uma durona qualquer que se recusa a ser feliz. Nem pensar, não se lhe pode dar uma vitória assim tão fácil: sabe bem ser estupidamente optimista, de uma forma quase ingénua. É para chorar? Sim senhora! Depois das lágrimas, os risos.
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Cápsula do tempo
O tempo passou mas nós ficámos congelados no momento em que fomos um grupo. Somos outros (estamos mais velhos), mas permanecemos iguais na maneira como estamos uns com os outros. As nossas mudanças, invisíveis para três dias, não mudaram as nossas brincadeiras. Não mudaram as nossas paranóias. Não mudaram o nosso amor pelo teatro, os nossos fantasmas, as nossas palermices. Os nossos vícios e dependências. As nossas limitações, os nossos silêncios, as nossas danças malucas, as nossas vozes, as nossas tensões, os nossos medos. A nossa pancada por fotografias loucas. As nossas mudanças não mudaram isto que sentimos os quatro, isto que nos une aos quatro como irmãos de sangue (da arte que nos corre nas veias) que podemos finalmente ser. Os laços permaneceram intactos e a sensação é estranha. O tempo mudou, mudou-nos, separou-nos, e afinal ainda estamos unidos, ainda estamos ligados.
Seremos velhinhos, casados, solteiros, com filhos, viúvos, sozinhos e sentiremos nós o mesmo uns pelos outros? Irmãos, eternamente irmãos, continuaremos a encontrar-nos pelos quatro cantos do mundo e sentiremos sempre que o tempo não passou por nós enquanto grupo como passou por nós enquanto indivíduos?
O tempo mudou, mudou-nos.
O tempo, afinal, amigos, mudou tudo – mas não mudou nada.
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