sábado, janeiro 06, 2007
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Memórias
sábado, dezembro 30, 2006
Poema assassino
Quero matar esta sensibilidade que me mata Quero ser insensivelmente insensível, Como uma andorinha a quem arrancaram o coração. Não quero sentir absolutamente nada E não posso sentir absolutamente nada Sem que logo racionalize todo o sentir. Talvez não sinta completamente Porque sempre que sinto penso que sinto E ao pensar que sinto deixo de sentir verdadeiramente. (Quero deitar-me à sombra de um carvalho Robusto, lindo, grande e majestoso E diluir-me na sombra que ele me dá Até não se saber onde começo eu E acaba a sua sombra.) Quero matar esta racionalidade que me mata Quero ser irracionalmente irracional, Como uma coruja a quem tiraram a razão. Não quero pensar absolutamente nada E não posso pensar absolutamente nada Sem que logo me enrodilhe nos pensamentos. Mas eu penso que não quero pensar nada E ao pensar que não quero pensar, penso: Pensar que não se quer pensar é pensar verdadeiramente. (Quero encostar-me a um canto e salivar de boca aberta Sem que a minha racionalidade reprima Toda a estupidez que é salivar a um canto Como uma besta estúpida Que não faz mais do que salivar.)
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Pensamentos
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Cozinha económica
Natal aqui
sábado, dezembro 23, 2006
À conversa com o Principezinho...
quarta-feira, dezembro 20, 2006
O Piano Negro
segunda-feira, dezembro 18, 2006
homeless
domingo, dezembro 17, 2006
Devaneio aberto
terça-feira, dezembro 05, 2006
Frio
"Saí.
quarta-feira, novembro 29, 2006
E depois da minha morte
Um dia, Quando eu morrer, Alguém dirá que morri. E verá nascer o sol Como sempre até aí. Flores Cairão sobre a campa; Meus amigos, dores a rodos! Estarei nesse caixão Na memória de todos! Morte, Que pretendes afinal? Se o luto assim causado Cai invariavelmente Em transitório passado! O Tempo Estancará qualquer perda E das lágrimas o sal Terá caído. O Amor Voltará ao animal... Jamais Se erguerá voz poética Sobre a trivialidade Dos dias. A voz comum É a que chora a saudade… Um dia, Quando eu morrer, Cessará a solidão E tudo o que existi Deixará de ser em vão. E sempre, Numa praia qualquer, Beijará o mar a areia Para assim eternamente Ser o mundo plateia.
quinta-feira, novembro 23, 2006
Tapete voador
segunda-feira, novembro 20, 2006
segunda-feira, novembro 06, 2006
La place des grands hommes
Eles, Dez anos depois, No mesmo local sagrado Dos dias da juventude, No mesmo silêncio quebrado, Colam retalhos da amizade. (Que fizeram do tempo que passou?) Eles, Dez anos depois, No mesmo grupo ousado Que descobriu a plenitude, Mas sem o modo apaixonado De viver a liberdade. (Que fizeram do tempo que secou?) Eles, Dez anos depois, E um magnífico modo afectado De medir sucessos das vidas. Eles, Dez anos depois, Couraçados no rumo traçado E amargos de esperanças tidas. (Que fazer do tempo em que se não viveu?) Dez anos depois, Eles, Ele e Ela, Sem eles, Selando sem dor, A mortalha do amor.


